Nossa Senhora!
Que jogo complicado, hein? O Brasil podia ter matado a partida no 2º tempo se conseguisse encaixar um bom contra-ataque e anotar o terceiro gol. Mas, como sofrimento pouco é bobagem, vamos aos detalhes da partida.
O Brasil começou bem, lembrando sua atuação contra o ofuscado (e provavelmente de ressaca) Chile, com boas trocas de passes e rodando a bola de um lado para o outro. Foi dessa forma que a seleção canarinho chegou ao primeiro gol. Em uma rápida tabela na lateral direita, Julio Baptista tocou rasteiro para a meia lua da área uruguaia, Mineiro chutou, o goleiro Carini deu rebote e o lateral Maicon aproveitou a sobra e chutou no canto esquerdo do arqueiro uruguaio. Brasil 1x0. Maicon comemora e bate no distintivo da seleção em sua camisa, relembrando os velhos tempos em que os jogadores jogavam pela seleção brasileira com verdadeiro amor ao seu país natal.
A partida ficou paralisada alguns minutos, pois um dos refletores teve problema com o gerador e ficou apagado por alguns instantes. Assim que o refletor deu sinais de vida, a partida continuou.
Depois disso, o Uruguai começou a apertar o time do técnico Dunga, sempre buscando alçar a bola na área brasileira, ou através de passes rápidos objetivando deixar Forlán na cara do gol. Em uma bobeada da zaga brasileira, num bate-rebate, a bola acabou sobrando para o atacante Diego Forlán, que girou e chutou no ângulo. Doni, adiantado como sempre, fez a defesa mais linda da partida e evitou o empate dos uruguaios.
Minutos depois, surge o gol do Uruguai. Após cobrança de escanteio, Doni tira de soco dentro da pequena área, mas a pelota sobra livre e suave para Forlán, pedindo: me chuta, me chuta! O atacante chutou no canto direito de Doni e saiu pro abraço. 1x1.
Parecia que o Brasil ia sentir o gol, mas o time continuou jogado da mesma forma, e conseguiu encaixar boas jogadas, principalmente pelo seu lado direito. Num lindo lance, Maicon tabelou com Robinho, recebeu na linha de fundo e cruzou rasteiro. O goleiro Carini já estava batido no lance, e Lugano deu um abraço de urso em Wagner Love dentro da pequena área. Pênalti claro que o árbitro Oscar Ruiz não marcou. Em outro bom lance, em uma cobrança de falta ensaiada, nasceu o segundo gol brasileiro. Em falta cobrada pela direita, os jogadores brasileiros fizeram um lance ensaiado nos treinamentos: fica todo mundo junto perto da meia lua, e quando a falta é cobrada, 3 jogadores vão pro primeiro pau e 3 vão para o segundo pau. A bola viajou e encontrou a canela de Julio Baptista no segundo pau. A pelota foi no contra-pé do arqueiro uruguaio e morreu no fundo das redes. 2x1 pra gente. O Uruguai seguiu pressionando mas o primeiro tempo acabou assim.
Num segundo tempo de técnica sofrível, o Brasil jogou que nem o São Paulo, com aquele pensamento: “estamos ganhando por 1 gol de diferença. Dá pra segurar até o final assim.” Péssima idéia. Repito: PÉSSIMA IDÉIA. A seleção verde-amarela foi levando a partida no banho Maria. A bola vinha pra defesa, tome chutão sem rumo pra frente. Se alguém nosso conseguir pegar, bem, se não conseguir, não tem problema. E ficou nessa toada até que em um cruzamento do lado direito de nossa defesa, a bola foi cruzada na cabeça de Forlán, no primeiro pau. O atacante cabeceou pro segundo pau, onde Abreu esperava marcado somente pelo vento. Ele chutou na trave, a bola desviou em Doni e era o empate da equipe celeste.
Aí vem aquele pensamento: e agora? Dunga colocou Afonso e Diego no lugar de Wagner Love e Josué, e o Brasil foi mais a frente, mas sem levar muito perigo ao goleiro Carini. O Uruguai explorava os contra-ataques e assustava a defesa brasileira. Mas a partida terminou em 2x2 mesmo e foi para as penalidades máximas. Vamos as cobranças:
Uruguai: Forlán perdeu logo na primeira penalidade. Em um chute ridículo, Doni caiu para seu canto direito e AINDA ASSIM conseguiu defender com os pés. Cobrança horrorosa do matador uruguaio, que entra para o hall dos astros que perdem pênaltis em momentos decisivos. Garcia chutou na trave e Lugano também cobrou muito mal e deu a bola de bandeja para Doni espalmar e classificar o Brasil para as finais. De resto, boas cobranças. Destaque para Abreu, que cobrou sua penalidade a là Djalminha, muito lindo.
Brasil: Robiho cobrou bem, com paradinha, e converteu. Juan, como de costume, cobrou com categoria e marcou. Gilberto Silva cobrou com muita calma e converteu sua penalidade. Afonso cobrou no canto direito de Carini e carimbou a trave, e quase mata a gente do coração. Diego cobrou com exímia classe e não deixou Carini nem sair na foto. Fernando assinou seu atestado de troglodita e meteu na mesma trave que Afonso. Gilberto cobrou bem, a meia altura, e marcou. Doni defendeu a cobrança de Forlán (ah, essa até eu pegava!), assoprou a bola chutada por Garcia no travessão e defendeu o pênalti de Lugano. Aliás, eu acho que ele não defendeu a batida do Lugano, ele DIVIDIU a bola na marca do pênalti com o beque uruguaio, porque ele se adiantou demais. Oscar Ruiz, froxo que é, não mandou voltar nenhuma cobrança. Vale dizer também que o goleiro uruguaio também se adiantou nas cobranças dos jogadores brasileiros.
Enfim, notas:
Doni – garantiu a gente com boas defesas, principalmente no primeiro tempo. Sua espalmada no chute de Forlán foi uma coisa linda de Deus. Nota 8
Alex: mais seguro do que nos outros jogos, jogou bem hoje. Nota 7
Juan: simplesmente ótimo. Nota 8
Maicon – correu feito um condenado, e teve oportunismo para marcar nosso primeiro gol. Nota 7
Gilberto - também correu bastante, e apoiou bem. Nota 7
Gilberto Silva - foi um excelente capitão e não deixou os mais jovens entrarem na catimba uruguiaia. Pena que não vai jogar a final, devido ao cartão amarelo que levou. Nota 8
Josué - bom primeiro tempo. Já o segundo, mais ou menos. Nota 6
Mineiro - jogou bem e fez sua parte. Nota 7
Julio Baptista – entrou na seleção “por acaso” (ele foi convocado para substituir Zé Roberto, que pediu dispensa da seleção) e parece ser a solução para Dunga no meio de campo. Nota 8
Robinho - meio apagado, não foi o mesmo astro das partidas anteriores. Nota 6
Wagner Love - não jogou bem, ficou meio isolado de novo. Nota 5
Diego - entrou pra mudar a cara do Brasil, e deu uma animada no time. Nota 7
Afonso - não fez nada e ainda perdeu um pênalti. Nota 4
Eduardo – entrou, rachou, peitou o juiz, deu uma entrada maldosa em um uruguaio e ainda perdeu um pênalti. Pelo amor de Deus, esse cara é uma bomba ambulante. Nota 3
Dunga: montou bem o time no primeiro tempo, mas demorou pra mudar na segunda etapa. Nota 5
Ufa! Fico por aqui. Comentem!
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